A história de Warcraft – Capítulo I: Mitos – Parte 3


A Árvore do Mundo e o Sonho Esmeralda

Nove mil anos antes de Warcraft I

Por muitos anos os elfos noturnos trabalharam incansavelmente para reconstruir a terra natal. Eles deixaram os templos e estradas arruinados serem tomados pelas plantas e construíram seus novos lares entre as árvores verdejantes e as colinas sombrias aos pés do Monte Hyjal. Com o tempo, os dragões que haviam sobrevivido à Cisão saíram de suas moradas secretas.

Alexstrasza, a vermelha, Ysera, a verde, e Nozdormu, o brônzeo, pousaram sobre as tranquilas clareiras dos druidas e observaram os frutos do labor dos elfos noturnos. Malfurion, agora um arquidruida de imenso poder, saudou os poderosos dragões e lhes contou sobre a criação da nova Nascente da Eternidade. Os grandes dragões ficaram alarmados ao ouvir as notícias sombrias e especularam que, enquanto a Nascente existisse, existiria o risco de a Legião voltar e atacar o mundo uma vez mais. Malfurion e os três dragões fizeram um pacto para manter a Nascente em segurança e garantir que os agentes da Legião Ardente jamais voltassem a Azeroth.

Alexstrasza, a Mãe da Vida, depositou uma semente encantada no coração da Nascente da Eternidade. A semente, respondendo à potente magia das água, cresceu e se tornou uma árvore colossal. As raízes da árvore cresceram a partir da água da Nascente e sua copa verdejante parecia tocar o topo do firmamento. A árvore imensa seria um símbolo perene do elo entre os elfos noturnos e a natureza, e suas energias vivificantes se propagariam pelo mundo, curando-o. Os elfos noturnos chamaram a Árvore do Mundo de Nordrassil, que significa “coroa dos céus” na língua noctiélfica.

Nozdormu, o Atemporal, depositou um encantamento na Árvore do Mundo para garantir que, enquanto ela se mantivesse erguida, sobre os elfos noturnos jamais se abatessem a velhice ou a doença.

Ysera, a Sonhadora, também encantou a Árvore do Mundo, ligando-a ao seu próprio reino, a dimensão etérea conhecida como Sonho Esmeralda. Este mundo espiritual vasto e em constante transformação existia fora dos limites do mundo físico, e, do interior dele, Ysera regulava o ir e vir da natureza e o caminho evolucionário do mundo. Os druidas noctiélficos, inclusive o próprio Malfurion, foram vinculados ao Sonho através da Árvore do Mundo. Como parte do pacto místico, os druidas concordaram em hibernar durante séculos inteiros, para que seus espíritos pudessem trilhar os caminhos infinitos do Sonho de Ysera. Embora os druidas lamentassem a perspectiva de perder tantos anos de suas vidas em hibernação, eles concordaram, altruístas, em manter o acordo com Ysera.

O Exílio dos Elfos Superiores

Sete mil e trezentos anos antes de Warcraft I

Com o passar dos séculos, a nova sociedade noctiélfica se fortaleceu e se expandiu por toda a próspera floresta, que vieram a chamar de Vale Gris. Muitas das criaturas que abundavam antes da Grande Cisão, como os pelursos e os javatuscos, reapareceram e se desenvolveram. Sob a liderança benevolente dos druidas, os elfos noturnos gozaram de uma era sem precedentes, uma era de paz e tranquilidade sob as estrelas.

Entretanto, a inquietação crescia entre muitos dos altaneiros sobreviventes. Assim como Illidan, eles sofriam com a abstinência, fruto da perda de sua tão cobiçada magia, e sentiam-se tentados a usar as energias da Nascente da Eternidade para regojizarem-se em poder uma vez mais. Dath’Remar, o imprudente e loquaz líder dos Altaneiros, passou a insultar os druidas publicamente, chamando-os de covardes por se recusarem a manipular a magia que lhes pertencia por direito. Malfurion e seus druidas ignoraram os argumentos de Dath’Remar e advertiram os Altaneiros de que o uso da magia seria punido com a morte. Em uma fatídica e insolente tentativa de convencer os elfos a rescindir a lei dos druidas, Dath’Remar e seus seguidores lançaram uma terrível tempestade mágica sobre o Vale Gris.

Os druidas não seriam capazes de matar tantos de sua própria gente, então decidiram exilar os impulsivos altaneiros de suas terras. Dath’Remar e seus seguidores, contentes por terem enfim se livrado dos primos conservadores, embarcaram em navios e velejaram pelos mares. Embora nenhum deles soubesse o que os aguardava nas águas além da furiosa Voragem, estavam todos ávidos para se estabelecer num novo local, onde poderiam praticar impunes a tão cobiçada magia. Os altaneiros, ou Quel’dorei, como Azshara os havia nomeado em eras passadas, chegariam, por fim, às terras do leste, que os homens viriam a chamar de Lordaeron. Eles planejavam fundar seu próprio reino mágico, Quel’thalas, onde rejeitariam os preceitos noctiélficos de adoração da lua e os hábitos noturnos. A partir de então, abraçariam o sol e seriam conhecidos apenas como elfos superiores.

As Sentinelas e a Longa Vigília

Com a partida dos geniosos primos, os elfos noturnos voltaram as atenções para a proteção de sua terra natal. Os druidas, sentindo que a hora da hibernação se aproximava, se prepararam para o longo sono e para deixar aqueles que lhes eram queridos para trás. Tyrande, que se tornara alta-sacerdotisa de Eluna, pediu a seu amado Malfurion que não a deixasse pelo Sonho Esmeralda de Ysera. Mas Malfurion, honrando seu pacto de adentrar as volúveis trilhas oníricas, despediu-se e jurou que eles nunca estariam separados enquanto o amor permanecesse verdadeiro.

Deixada sozinha para proteger Kalimdor dos perigos do novo mundo, Tyrande reuniu as irmãs elfas noturnas para criar uma poderosa força de combate. As destemidas e bem treinadas guerreiras que juraram defender Kalimdor se tornaram conhecidas como as Sentinelas. Embora preferissem rondar as florestas sombrias do Vale Gris por conta própria, contavam com inúmeros aliados aos quais podiam recorrer sempre que necessário.

O semideus Cenarius permanecia nas cercanias, nas Clareiras da Lua do Monte Hyjal. Seus filhos, conhecidos como os Guardiões do Bosque, zelavam pelos elfos noturnos e muitas vezes ajudavam as Sentinelas a manter a paz naquelas terras. Até mesmo as tímidas filhas de Cenarius, as dríades, apareciam com cada vez mais frequência.

Policiar o Vale Gris manteve Tyrande ocupada, mas, sem Malfurion a seu lado, ela pouco se alegrou. Longos séculos se passaram durante o sono dos druidas, e os temores de Tyrande de que haveria uma segunda invasão demoníaca cresciam. Ela não conseguia se livrar da sensação de que, em algum lugar, além da infinita Grande Treva, a Legião poderia estar tramando sua vingança contra os elfos noturnos e o mundo de Azeroth.

Fonte: Worldofwarcraft.com

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Sobre Trey
Geek, Gamer, Aspirante a Game Designer e 3D Modeling.

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